Blog EAD Plataforma Metodologias Ativas de Aprendizagem 14-out-2019

Metodologias ativas de aprendizagem: Fazendo dos alunos protagonistas!

Indo em contramão aos formatos tradicionais, as metodologias ativas de aprendizagem buscam atrair a atenção dos alunos por meio de formatos mais interativos de ensino.

Afinal, a melhor forma de aprender é apenas ouvindo e escrevendo textos ou colocando a mão na massa para valer? A resposta com certeza é a segunda alternativa.

A prática é uma das maneiras mais efetivas de assimilar um tema. Portanto, é por essa razão que as metodologias ativas de aprendizagem são tão efetivas.

O que são metodologias ativas de aprendizagem?

As metodologias ativas de aprendizagem são técnicas que colocam os alunos no centro do processo de ensino, garantindo que eles tenham mais autonomia para aprender.

Ou seja, o estudante é o grande responsável por obter conhecimento para si. Neste caso, não é papel exclusivo do professor garantir que seus alunos aprendam.

O objetivo é trabalhar atividades reflexivas de ordem superior. Atividades essas que podem ser definidas como “aquelas que exigem a elaboração do pensamento: análise, síntese e avaliação”, de acordo com o blog, A Pedra, da Universidade de Campinas (Unicamp).

Portanto, o papel do educador é muito mais o de guiar e oferecer as ferramentas para que os estudantes aprendam de maneira mais autônoma.

Tudo o que envolve, por exemplo, atividades práticas, discussões em grupo, estudos de caso, são consideradas metodologias ativas de aprendizagem.

A tecnologia é uma das grandes responsáveis por essa transformação, pois abriu novas possibilidades para a área da educação.

Esqueça as longas horas que passamos ouvindo complexos textos de livros didáticos e copiando matéria da lousa para o caderno. Esse formato, chamado de metodologia instrucional, hoje é obsoleto.

Faça esse exercício: Imagine só ensinar gerações ultraconectadas, como as que temos atualmente, dessa maneira. Seria um martírio!

Os professores jamais conseguiriam chamar sua atenção e seria impossível fazer com que eles aprendessem sobre qualquer matéria que fosse.

As metodologias ativas de aprendizagem permitem que os educadores tragam os temas para a realidade dos alunos, gerando muito mais engajamento.

Aliás, para despertar o interesse dos estudantes, é interessante que eles reflitam  sobre o impacto do tema em suas vidas.

  • Como isso me afeta?
  • Como posso aplicar esse ensinamento em minha rotina?
  • Como esse assunto pode me ajudar?
  • Como esse assunto pode ajudar a quem está no meu entorno?

Por que as metodologias ativas de aprendizagem são eficientes?

Para justificar a eficiência das metodologias ativas de aprendizagem, podemos citar a famosa pirâmide de aprendizagem de William Glasser (1925-2013).

O psiquiatra americano, organizou as maneiras mais efetivas de se aprender em uma pirâmide. De acordo com a sua teoria, os seres humanos aprendem da seguinte maneira:

  • 10% ao ler;
  • 20% ao ouvir;
  • 30% ao observar;
  • 50% ao ver e ouvir;
  • 70% ao discutir o tema com terceiros;
  • 80% ao realizar atividades na prática;
  • 95% ao ensinar sobre o tema para outras pessoas.

Uma curiosidade é que os pesquisadores, James P. Lalley e Robert H. Miller, defendem que não há uma pesquisa científica de renome que comprove a teoria da pirâmide de aprendizagem.

Contudo, no estudo The learning pyramid: does it point teachers in the right direction?, eles concluíram que todos os métodos citados contribuem para a absorção de conteúdos.

As metodologias ativas de aprendizagem e a educação a distância

É praticamente impossível falar sobre as metodologias ativas de aprendizagem sem citar a educação a distância.

Por estar associada à tecnologia, oferecer autonomia aos estudantes e, principalmente, depender da sua colaboração para acontecer, a EAD é uma importante aliada das metodologias ativas.

Isso porque, é por meio dela que algumas das práticas mais comuns das metodologias ativas são executadas.

Podemos citar como exemplos, o ensino híbrido e sala de aula invertida, dois assuntos que já abordamos por aqui no blog.

Em suma, trabalhando com ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), as instituições podem oferecer atividades mais interativas aos alunos. O que faz todo sentido para os métodos ativos. 

A seguir, vamos explicar as principais maneiras de incorporar as metodologias ativas de aprendizagem ao seu conteúdo.

As principais formas de colocar as metodologias ativas de aprendizagem em prática

Agora é a hora de entender como utilizar as metodologias ativas de aprendizagem na sua instituição ou negócio EAD. Você pode construir conteúdos de acordo com as práticas listadas abaixo. 

  • Ensino híbrido;
  • Sala de aula invertida;
  • Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP);
  • Instrução por pares;
  • Gamificação.

Em seguida, conheça um pouco mais sobre cada uma dessas práticas, para entender como envolver seus alunos e contar com a sua participação ativa

Ensino Híbrido

Conhecido também como blended learning, essa metodologia combina as melhores características do ensino presencial e a distância, gerando um formato único de ensino.

Ou seja, você pode combinar exercícios em ambientes virtuais de aprendizagem, com discussões presenciais em sala de aula, por exemplo.

Dois dos principais formatos de ensino híbrido que conhecemos são os cursos semipresenciais e a sala de aula invertida, que, inclusive, é o próximo item da nossa lista.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida ou flipped classroom é uma metodologia focada em preparar os alunos para aulas presenciais, por meio de recursos a distância.

Basicamente, antes da aula presencial, os estudantes recebem um conteúdo que deve ser consumido a distância. Um texto, um vídeo ou exercício, por exemplo.

Desta maneira, os momentos em sala de aula passam a ser mais proveitosos, com debates e esclarecimento de dúvidas referentes ao tema.

Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP)

Tradução do termo em inglês Problem Based Learning (PBL), a ABP consiste no ensino por meio da solução de problemas reais ou simulados.

A ideia é que os estudantes — de preferência em grupo —  recorram aos seus conhecimentos multidisciplinares, para discutir, estudar e apresentar uma resposta para o caso em questão.

A integração com outros alunos e a aplicação prática de temas já aprendidos, auxiliam na retenção de novos aprendizados.

Instrução por pares

Lembra que de acordo com a pirâmide de aprendizagem nós aprendemos 95% ao ensinar sobre o tema para outras pessoas? Pois então, essa é a essência da instrução por pares (peer Instruction). 

Ela foi desenvolvida pelo professor Eric Mazur, enquanto trabalhava em Harvard.

O objetivo é que os alunos se coloquem um pouquinho no lugar de professores. Discutindo os temas com seus colegas, mas também os auxiliando no entendimento das matérias.

Tudo isso sob o olhar do professor, que deve conduzi-los ao aperfeiçoamento dos aprendizados adquiridos.

Gamificação

Sempre existe um tipo de jogo que todo mundo adora. Agora, imagine levar os conceitos e regras dos games para o processo de aprendizagem? 

A gamificação traz essa proposta inovadora e irresistível, para tornar a educação mais atraente e divertida para todos.

Basta pensar em atividades que possam gerar pontuações e uma competição saudável entre os seus alunos. Esse pode ser o combustível perfeito para motivá-los a aprender.